sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Orgânicos são bom para a saúde e para o planeta"


Consumindo produtos orgânicos, você não só esta fazendo bem para a sua saúde como também ajuda na preservação do planeta e na fixação do homem no campo. É um produto ético, pois o produto Orgânico é tudo que é produzido preservando a natureza, sem utilização de hormônios de crescimento, por exemplo. É uma produção que respeita a época dos alimentos, dando sustentabilidade ao produtor. E com os alimentos orgânicos podemos fazer qualquer receita: feijoada orgânica, empadão orgânico, lasanha orgânica.

Vitrine dos Orgânicos



terça-feira, 13 de outubro de 2009

BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO



Farsa da Boa Preguiça


De Ariano Suassuna

Adorei!!!

Se é de Arthur da Távola eu não sei, mas confesso que gostei

PENA QUE SE DESCOBRE TARDE DEMAIS, OU NUNCA...

de Arthur da Távola:

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.


Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola - 1936/2008

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Terra sofre com o consumo excessivo



O consumo excessivo e o desperdício são os vilões do planeta. São eles os responsáveis pela crescente emissão de gases do efeito estufa, a falta dágua e a redução das áreas de floresta. O diagnóstico é do ministro de Ciência e Tecnologia da Índia, Murli Manohar Joshi, que esteve na Academia Brasileira de Ciências, no Rio. Para Joshi, há apenas um caminho para salvar a Terra: a união da política com a ciência.


''As tecnologias, hoje, são ineficazes. Temos que aumentar a eficiência das máquinas para conservar energia e matéria-prima. E isso só conseguimos com o desenvolvimento do conhecimento, apoiado por uma política nacional voltada para ciência'', disse o ministro, que considera o atual modelo de produção insustentável.


Conseqüências - As conseqüências deste modelo já são sentidas. A disponibilidade de água potável caiu de 17 mil litros per capita para atuais 7 mil litros. Um sexto de toda terra arável do planeta está degradada pelo uso de técnicas agrícolas primitivas. E espécies de animais e vegetais estão se extinguindo de 50 a 100 vezes mais rápido que se não fossem influenciadas pela ação humana.


Os países em desenvolvimento são os que mais sofrem com o sistema de produtos descartáveis. Enquanto os 20% mais ricos respondem por 86% do consumo privado mundial, aos 20% mais pobres restam 1,3% do total. A desigualdade fica clara quando se compara o consumo dos dois grupos de produtos de primeira necessidade (alimentos, por exemplo) e de bens não-essenciais.



Meio ambiente - o atual modelo de desenvolvimento coloca todos, ricos e pobre, no mesmo plano quando o que está em discussão é o meio ambiente. Rico ou pobre, todos serão afetados pela poluição atmosférica, uma das principais conseqüências do consumismo exacerbado. A diferença é que, apesar da poluição não respeitar fronteiras, as fontes poluidoras estão em territórios muito bem delimitados: os 20% mais ricos emitem 53% do CO2 lançado na atmosfera. Já o quinto mais pobre do planeta responde por apenas 3%.


''Por isso, não aceitamos quando os Estados Unidos exigem que nós, países em desenvolvimento, sejamos obrigados a reduzir nossas emissões de CO2'', afirmou o ministro indiano, referindo-se a uma das alegações do presidente George W. Bush para não ratificar o Protocolo de Kyoto. O tratado, que prevê a redução das emissões de gases do efeito estufa, foi alvo de discussões na reunião do clima em Bonn, na Alemanha. Cujo resultado foi um grande fracasso veja a notícia: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/interna/0,,OI3694325-EI10432,00.html


''A Terra talvez seja o único lugar do universo com vida. A perda de vida no planeta, portanto, pode representar uma perda universal, sem chances de recuperação'', alertou Joshi.





Quais consequência psicológicas-afetivas e emocionais se instalam na psique coletiva destrutiva? A auto-destrutividade pessoal e coletiva, o foco na felicidade individual sem saber o que é isso, o que é ser um indivíduo, o que é a rede na qual nós humanos estamos inseridos. Uma rede feita de instâncias e estâncias Espiritual-Ecológica-Política-econômica-corporal-ética-estética-ideológica... Um sistema de produtos descartáveis torna algo descatável, algo inútel completamente fora de uma concepção biológica de vida em que no mundo nada se perde e nada se cria tudo se transforma. E o ser humano tão criativo em sua trajetória também cria modos destrutivos. Talvez tenhamos que repensar o que é que é ser humano, o que é Ser Humano, refletir de modo ético e estético, pois a estética da destruição não tem ética.


Ética & Estética de vida


Ética & Estética da vida


Ética & Estética é vida


"A natureza é um templo onde vivos pilares

Deixam filtrar não raro insólitos enredos;

O homem o cruza em meio a um bosque de segredos

Que ali o espreitam com seus olhos familiares.


Como ecos longos que à distância se matizam

Numa vertiginosa e lúgubre unidade,

Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,

Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.

Há aromas frescos como a carne dos infantes,

Doces como o oboé, verdes como a campina,

E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,

Com a fluidez daquilo que jamais termina,

Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,

Que a glória exaltam dos sentidos e da mente."

Charles Baudelaire

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Compreendi???

Compreendi que nenhuma linguagem , por mais perfeita que seja, pode substituir a vida
Carl G. Jung

E, o que é a vida?
Como seguir com ética e com estética?
Como não ser linear e continuar seguindo?
Como fazer arte com material que ecoa no próprio inconsciente, sem ser louco e sem ser sã?
Como dialogar no limite, na borda, no entre (internamente e externamente)?
Como estar na pele, esta grande fronteira porosa, encarnado em si e encarnado no mundo?
Onde há vida há dor...
Como apreciar a dor sem sucumbir a ela?
Como fazer da ausência presença, da presença ausência, da falta ritmo e leveza e do excesso as próximas perguntas?
Com seguir sem ter que ter respostas e precisando de muitas perguntas?
Como não se confundir na torre de Babel das múltiplas linguagens sem eleger somente uma e sem se perder querendo saber todas?
Como seguir o caminho próprio que não é individual, mas singular?
Como guardar o Amor em si e espargir Amor sem ser piegas ingênuo, mas sendo piegas e ingênuo?

Nada Compreendi, mas sei quando está vivo!


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fisiologia da psique: como ouvir o coração


Na medicina oriental chinesa cada órgão do corpo tem uma função física, energética e psíquica. Nesta medicina, os órgãos não são simplesmente órgãos anatômicos, eles são simbólicos, metafóricos e estão relacionados a toda natureza e seus ciclos. Os órgãos e víceras também representam fases, sistemas e energias no corpo, o que inclui as emoções, os sons a voz, o cheiro, a direção, o alimento, o sabor, etc. Cada órgão é representado por um elemento da natureza e também uma estação do ano. O coração está relacionado ao elemento fogo, e enquanto elemento, gera o elemento terra. O coração é o órgão “principal”, ele governa todo sistema corporal e suas instâncias sutis. Ao ser o iniciador de todo o processo corporal, o coração seria aquele que “manda”. O fígado que é representado pelo elemento madeira, na medicina oriental é a madeira quem gera o fogo, portanto fogo, madeira e terra se relacionam diretamente, um produz ou é produzido pelo outro. Se o coração governa, o fígado é quem executa as “ordens”. O fígado é considerado o general dos outros órgãos e ele delega e distribui tarefas. O estômago, por sua vez, está relacionado ao elemento terra; sua principal função é o de receber e decompor os alimentos e, juntamente com o duodeno, comandar todas as funções digestivas transformadoras dos alimentos. O estômago controla o "amadurecimento e decomposição" dos alimentos. Este órgão necessita de tempo para elaborar sua química, ele pede um tempo para digerir. Cada órgão tem uma função nesta coletividade corporal, porém creio que exista modos próprio e singulares de nos relacionarmos com este complexo circuito de energias e emoções.

Ao relacionar a Medicina Oriental Chinesa com a Psicologia junguiana de James Hillman tive novas percepções sobre este processo. Para Hillman, o coração seria o local da alma, tomada como aquilo que nos movimenta (ânima), e também seria o órgão da imaginação. O fígado ao invés de somente general pode ser aquele órgão fiel ao coração e à imaginação do coração. O fígado sabe da pureza e importância do coração e quer presenteá-lo com sua obediência. Porém, o fígado também é órgão de ação e da raiva, e pode ser o primeiro órgão que confunde a imaginação do coração. O fígado pode se torna ansioso e agir como se o coração ordenasse... Sendo o coração-alma-imaginação-movimento, sua imaginação pode ser vista como um movimento que sugere, pois é o coração quem poderia ver as estruturas do caminhante e a poética do caminho, não suas literalidades. Sendo o fígado um fiel escudeiro, este quer correr, “executar para ontem”, por isso simplifica e reduz a beleza imaginativa do coração. Mas aí vem o estômago que pede o tempo da digestão, o estômago está em contato com os elementos concretos da natureza e da realidade; dá novos parâmetros às intensas literalizações do fígado. Sendo “pé no chão”, não se antecipa e precisa de rotina. Se o fígado não aprender com o estômago os dois podem adoecer, o fígado de raiva pela insolência do estômago e o estômago de estresse por conta da raiva e pressão do fígado. Neste momento ninguém mais ouve o coração, ficam discutindo antigos indícios imaginativos do coração e paralisam todo o sistema vivente. A discussão perde o valor da imaginação e se torna “autoritarismo”, ordens a serem cumpridas e obedecidas. Quem é completamente literal e fiel ao coração, precisa rever seus conceitos, o coração só precisa de espaço para imaginar e os outros órgãos têm funções e talentos específicos, eles devem aprender a executá-las com maturidade para que o sistema não se embaralhe e perca o seu sentido, o sentido do coração. Creio que precisamos aprender a dançar com os acordes do coração... Executar sim, literalizar, não. Caso contrário a doença e a morte chegam para todos, uma morte triste, pois não é a morte pela desobediência, a morte da renovação, ao contrário é a morte por obediência sem aprendizado e real parceria. O primeiro ensinamento que podemos ter seria aprender a cada dia a importância de ser singular e agir em parceria de modo calmo, ainda que intenso. Seguir imaginando, produzindo e re-significando cada passo.